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Medicina do trabalho para empresas de Goiânia e região metropolitana Seg. a sex., 7h30 às 17h, com agendamento · (62) 3661-0052

Colinesterase para expostos a agrotóxicos em Goiânia

Exame de sangue que avalia a atividade das enzimas colinesterases, inibidas por inseticidas organofosforados e carbamatos. É a forma de acompanhar a saúde de quem prepara, aplica ou manuseia esses produtos. Atendimento para empresas de Goiânia e região metropolitana.

O que é o exame de colinesterase

As colinesterases são enzimas que ajudam a controlar a transmissão de impulsos entre os nervos e os músculos. Os inseticidas organofosforados e carbamatos agem justamente bloqueando essas enzimas, e esse efeito também acontece no organismo de quem se expõe a eles. Medir a atividade das colinesterases no sangue mostra se a exposição está provocando um efeito biológico, muitas vezes antes de surgirem sintomas.

O exame integra o monitoramento biológico ocupacional e é indicado pelo médico do trabalho quando o PGR, ou o PGRTR no meio rural, identifica uso desses agrotóxicos.

Eritrocitária e plasmática: qual a diferença

ExameO que reflete
Acetilcolinesterase eritrocitáriaEnzima presente nas hemácias, semelhante à do sistema nervoso. Sua recuperação é lenta, por isso reflete melhor exposições repetidas ao longo do tempo.
Colinesterase plasmáticaEnzima produzida pelo fígado e presente no plasma. Reage mais depressa à exposição, mas sofre influência de outras condições de saúde, como doenças hepáticas, gestação e alguns medicamentos.

Por isso, o médico pode pedir uma ou as duas dosagens, conforme o tipo de produto e a rotina de aplicação.

Para quem é

  • trabalhadores rurais que preparam caldas, abastecem pulverizadores ou aplicam agrotóxicos;
  • operadores de pulverização terrestre e equipes de apoio à aviação agrícola;
  • trabalhadores de armazéns, revendas e depósitos de defensivos;
  • equipes de controle de pragas urbanas que utilizam esses grupos químicos;
  • trabalhadores da indústria formuladora desses produtos.

Como funciona

  1. Dosagem de base: sempre que possível, faz-se uma dosagem antes do início da exposição ou após um período sem contato com o produto. Ela serve de referência individual, porque a atividade normal das colinesterases varia bastante de uma pessoa para outra.
  2. Dosagens de acompanhamento: são programadas conforme o calendário de aplicações e a periodicidade do PCMSO, com atenção às safras e às épocas de maior uso.
  3. Comparação: o médico compara o resultado atual com a dosagem de base do próprio trabalhador e com os critérios da NR-7.
  4. Conduta: diante de queda relevante, o médico orienta a empresa sobre afastamento da exposição, revisão dos procedimentos e reavaliação clínica.

Preparo, disponibilidade e prazos são informados no agendamento. Os carbamatos têm efeito reversível em pouco tempo, então o intervalo entre a aplicação e a coleta influencia a leitura do exame.

O que a empresa recebe

  • Dosagem de base e dosagens seriadas registradas no prontuário de cada trabalhador;
  • Avaliação médica com orientação de conduta quando houver alteração;
  • Informações para o ASO, para o relatório do PCMSO e para o eSocial;
  • Retorno útil para revisar EPI, procedimentos de preparo de calda, intervalos de reentrada e treinamento das equipes.

Base normativa

A NR-7 relaciona os indicadores de efeito para inseticidas inibidores da colinesterase. No trabalho rural, a NR-31 traz regras próprias sobre agrotóxicos e sobre a gestão de riscos por meio do PGRTR, que orienta as ações de saúde dos trabalhadores do campo.

Por que fazer com a Medicina do Trabalho 1

Conhecemos a rotina do agronegócio da região de Goiânia e ajudamos a encaixar as coletas no calendário da propriedade, sem deixar de lado a dosagem de base. Os resultados ficam organizados por trabalhador, o que facilita a comparação a cada safra e a prestação de contas em fiscalizações.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre colinesterase e agrotóxicos

O exame de colinesterase serve para todos os agrotóxicos?

Não. Ele avalia o efeito dos inseticidas organofosforados e carbamatos, que inibem essas enzimas. Herbicidas e fungicidas de outros grupos químicos exigem outras formas de acompanhamento, definidas pelo médico no PCMSO.

Por que é importante fazer uma dosagem antes da exposição?

Porque a atividade das colinesterases varia de pessoa para pessoa. Com uma dosagem de base, o médico consegue identificar uma queda no próprio trabalhador, o que é mais confiável do que comparar apenas com a faixa geral do laboratório.

Pequenos produtores rurais também precisam desse exame?

Quem tem empregados expostos a esses agrotóxicos deve seguir a NR-31 e as ações de saúde previstas na gestão de riscos da propriedade. A necessidade do exame é definida pelo médico com base nos produtos usados.

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